
Shopify e WooCommerce vendem bem, e a escolha entre os dois depende de quanto controle você quer e de quanto trabalho técnico cabe na sua rotina. O Shopify é uma plataforma por assinatura em nuvem: você paga mensalidade e a estrutura fica pronta. O WooCommerce é um plugin gratuito de WordPress: a loja fica na sua hospedagem e no seu domínio, e você (ou quem cuida do site) responde por manutenção, plugins e servidor.
- No Shopify, o custo fixo é a assinatura, cobrada em dólar, mais a taxa de transação quando você usa gateway de terceiros.
- No WooCommerce, o plugin é gratuito e o custo vem de hospedagem, plugins pagos, gateways e manutenção.
- Pix, boleto, Correios e nota fiscal funcionam nas duas plataformas, sempre por meio de integração com serviço brasileiro.
- No WooCommerce a loja é sua por inteiro, com banco de dados e arquivos na sua hospedagem. No Shopify a loja fica dentro da estrutura da plataforma.
- Assinatura tende a servir a quem quer abrir sozinho e rápido. WooCommerce tende a servir a quem já tem site em WordPress ou quer desenho próprio.
Quem pesquisa Shopify vs WooCommerce quase sempre já decidiu abrir uma loja e quer saber por onde começar. Este texto compara as duas opções nos critérios que mudam a rotina de um lojista no Brasil.
Se você ainda está montando a operação, o passo a passo para criar uma loja virtual vem antes desta escolha. E quem já sabe que quer a loja em WordPress pode ver como funciona a criação de lojas virtuais em Florianópolis que fazemos.
Quanto cada plataforma custa por mês e por venda
O Shopify cobra mensalidade em dólar, e o WooCommerce não cobra licença, mas pede hospedagem e extensões que somam custo. Comparar só a mensalidade engana, porque as duas plataformas têm gastos que aparecem depois.
Na página de preços da Shopify Brasil, consultada em 29 de setembro de 2026, os planos aparecem em dólar. O plano Basic saía por US$ 14 por mês no pagamento anual e US$ 19 no mensal, e o Grow por US$ 39 no anual e US$ 52 no mensal.
A página também mostra uma oferta de entrada de três dias grátis e depois US$ 1 por mês durante três meses. Esses valores mudam, então confira a página antes de decidir.
A mesma página avisa que pode haver taxa de transação de terceiros quando você usa um provedor de pagamento que não seja o Shopify Payments, e que o percentual varia por plano. O Centro de Ajuda da Shopify lista os países atendidos pelo Shopify Payments, e o Brasil não está na lista. Na prática, uma loja brasileira no Shopify usa gateway de terceiros e passa a somar três camadas: assinatura em dólar, taxa de transação da Shopify e taxa do gateway.
O WordPress.org descreve o WooCommerce como plataforma de código aberto para WordPress, com mais de 7 milhões de instalações ativas. O plugin é gratuito e o próprio WordPress.org o classifica como plugin comercial, porque há extensões pagas. O custo do lado WooCommerce fica em quatro frentes:
- hospedagem com desempenho adequado a loja;
- domínio e certificado de segurança;
- plugins ou extensões que a operação pedir, como frete, nota fiscal e antifraude;
- manutenção e atualização do site.
Para uma conta completa, incluindo o que sobra depois da venda, veja o artigo sobre os custos de uma loja virtual.
Câmbio e imposto sobre a assinatura
Assinatura em dólar varia com o câmbio, e a fatura no cartão pode receber os encargos de compra internacional. Quem opera com margem apertada faz bem em projetar a mensalidade com folga de câmbio. Do lado WooCommerce, a hospedagem costuma ser contratada em reais.
Plataforma em nuvem (SaaS) ou loja própria
SaaS quer dizer software como serviço: você usa a loja pela internet, paga assinatura e a plataforma cuida do servidor, das atualizações e da segurança da estrutura. Loja própria é a que você instala na sua hospedagem, como o WooCommerce em um site WordPress, e cuja estrutura fica sob sua responsabilidade.
A vantagem da plataforma em nuvem é abrir rápido. Você escolhe o plano, monta o catálogo com o editor da plataforma e começa a vender sem contratar hospedagem nem instalar nada. Atualização de sistema, disponibilidade do servidor e segurança da infraestrutura ficam com o fornecedor.
A vantagem da loja própria é a liberdade. O layout, os campos do cadastro, o fluxo de compra e a forma de integrar com sistemas brasileiros de frete e de nota fiscal dependem só do que você decidir construir. O site, o blog e a loja moram no mesmo lugar, o que ajuda a contar a história do negócio em um único domínio.
| Critério | Plataforma em nuvem (SaaS) | Loja própria (WooCommerce) |
|---|---|---|
| Quem cuida do servidor | O fornecedor da plataforma | Você ou a empresa que mantém o site |
| Custo recorrente | Assinatura, taxa de transação e aplicativos | Hospedagem, plugins pagos e manutenção |
| Tempo para abrir | Curto, com o modelo pronto | Depende do desenho e das integrações |
| Liberdade de layout e fluxo | Dentro do que a plataforma permite | Ampla, dentro do que o WordPress permite |
| Propriedade dos dados | Ficam na estrutura da plataforma, com exportação | Ficam no seu banco de dados |
A conclusão da tabela em texto: nuvem entrega velocidade e menos tarefa técnica, e a loja própria entrega liberdade e propriedade, pedindo em troca alguém responsável pela manutenção. As duas formas vendem, e a diferença aparece na rotina de quem opera.
Pix, boleto e cartão: como cada plataforma resolve
As duas plataformas aceitam Pix, boleto e cartão por meio de gateways brasileiros, e a diferença está em como a integração é feita. O lojista brasileiro precisa conferir três coisas: se o gateway oferece Pix, se a taxa cabe na margem e em quantos dias o dinheiro cai.
No WooCommerce, o catálogo de plugins do WordPress.org tem opções abertas para Pix, como o Pix for WooCommerce e o OpenPix for WooCommerce. Também há plugins de gateways conhecidos: o Mercado Pago aceita Pix no Brasil pelo checkout personalizado, e o Pagar.me tem plugin próprio no repositório. Você escolhe o provedor pela taxa e pelo prazo de repasse, e não pela plataforma.
No Shopify, sem o Shopify Payments no Brasil, o pagamento passa por provedor parceiro. O blog da Shopify Brasil afirma que o Pix é mais barato para o e-commerce por eliminar intermediários. Antes de fechar o plano, confirme com o provedor que ele entrega Pix dentro do checkout da Shopify e veja como fica a taxa de transação da plataforma sobre essa venda.
Para comparar meios de pagamento em detalhe, o artigo sobre as melhores formas de pagamento para sites de venda mostra como pesar taxa, prazo e aprovação.
Frete no Brasil: Correios e transportadoras
O frete precisa calcular o valor real por CEP nas duas plataformas, e o caminho para isso é integrar com Correios ou com um agregador de transportadoras. Frete errado consome a margem de cada pedido, então a integração merece teste antes de abrir.
No WooCommerce há plugins para os Correios que calculam PAC, SEDEX e outras modalidades, com rastreamento, e há o plugin do Melhor Envio, que compara cotações de várias transportadoras e emite etiquetas. Outros agregadores, como Kangu e Frenet, também integram com lojas WooCommerce. Como a API dos Correios muda de tempos em tempos, vale manter esses plugins atualizados e conferir o cálculo depois de cada mudança.
No Shopify, o frete costuma entrar por aplicativo ou integração com agregador. A regra para as duas plataformas é a mesma: cadastre peso e medidas corretos em cada produto e faça um pedido de teste com CEP de outro estado.
Nota fiscal e obrigações da loja
A nota fiscal precisa sair em toda venda, e nenhuma das duas plataformas resolve isso sozinha: a emissão vem de integração com um sistema emissor. A escolha do emissor pesa mais do que a escolha da plataforma, porque é ele que conversa com a prefeitura ou a Secretaria da Fazenda.
Antes de contratar, pergunte ao emissor se ele tem integração pronta com a plataforma escolhida, se o pedido gera a nota automaticamente e o que acontece quando o cliente devolve o produto. Essa checagem evita retrabalho na primeira semana de vendas. Os detalhes da formalização e do direito de arrependimento estão no guia para criar uma loja virtual.
Dados de cliente entram na conta também. A loja coleta nome, endereço e CPF, e a política de privacidade precisa refletir isso conforme a LGPD, seja qual for a plataforma.
Quem é dono da loja e dos dados
No WooCommerce, a loja fica na sua hospedagem, com o banco de dados, os arquivos e o domínio no seu nome. O WordPress.org resume assim: a liberdade do código aberto faz você manter a propriedade do conteúdo e dos dados da loja. Trocar de hospedagem, de agência ou de gateway é decisão sua.
No Shopify, a loja roda dentro da plataforma, com dados de produtos, clientes e pedidos que você pode exportar. O tema, os aplicativos e o checkout seguem as regras da plataforma. Quem pretende mudar de sistema no futuro deve testar a exportação de produtos e clientes cedo, para saber o que sai e em que formato.
Para o dono de pequeno negócio, o ponto prático é este: quanto mais peças da operação moram em um lugar só, mais fácil enxergar o que a loja custa e o que ela rende. Domínio no seu nome vale nas duas plataformas.
Manutenção: o que cada plataforma pede da sua rotina
O Shopify tira do lojista a atualização do sistema e do servidor, e o WooCommerce pede uma rotina de manutenção que alguém precisa assumir. Essa é a diferença de trabalho mais concreta entre os dois.
A rotina do WooCommerce inclui atualizar o WordPress, o WooCommerce e os plugins, fazer backup, cuidar da segurança e acompanhar a velocidade. Uma loja atualizada com regularidade e com backup diário tende a funcionar sem sobressaltos. O artigo sobre como fazer backup do site WordPress mostra o que entra nessa rotina.
No Shopify, a manutenção do lojista muda de lugar. Sobra cuidar de aplicativos instalados, do tema, do catálogo e da assinatura. Quem não tem ninguém para assumir a parte técnica encontra nessa divisão um argumento sólido a favor da nuvem.
Quando cada plataforma faz mais sentido
O Shopify faz mais sentido para quem quer abrir sozinho e rápido e aceita mensalidade em dólar em troca de menos tarefa técnica. O WooCommerce faz mais sentido para quem já tem site em WordPress, quer a loja no mesmo domínio ou precisa de um fluxo de compra sob medida.
Pense em Shopify quando:
- você vai operar sozinho e não tem quem cuide de servidor e atualização;
- o catálogo é enxuto e o fluxo de compra padrão atende;
- a rapidez para abrir pesa mais do que a personalização.
Pense em WooCommerce quando:
- o site institucional e o blog já rodam em WordPress e você quer tudo no mesmo lugar;
- a loja precisa de campos, regras de frete ou de preço próprios;
- você quer a loja e os dados sob controle, com domínio e hospedagem no seu nome.
Há ainda um terceiro caso, o do lojista que testa um produto novo. Nele, começar com o plano mais barato de uma plataforma em nuvem e migrar depois, se a operação crescer, é caminho legítimo. O que decide é o estágio do negócio.
O critério que usamos para indicar uma plataforma
Recomendamos WooCommerce quando o negócio já tem um site em WordPress e quer a loja dentro dele, com domínio e hospedagem no nome do cliente. Montamos lojas em WooCommerce, então o nosso lado da comparação fica declarado. Para quem procura abrir sozinho, sem ninguém para cuidar do site, indicamos avaliar uma plataforma em nuvem com calma.
Na primeira conversa, entendemos o que a loja vende, quantos produtos entram, como o pedido é embalado e quem responde o cliente. Só depois falamos de plataforma. Entregamos a loja com painel visual para o cliente cadastrar produto e atualizar preço sem depender de nós.
Testamos o checkout em tela de celular antes de entregar e medimos a velocidade antes de publicar. Deixamos configurados Search Console e dados estruturados de produto, para a loja nascer legível para o Google. Essa rotina vale em qualquer plataforma, e é ela que separa uma loja que vende de uma loja apenas publicada.
Quatro perguntas para decidir
Responda estas quatro perguntas na ordem, e a escolha costuma aparecer.
- Quem vai cuidar da parte técnica da loja daqui a seis meses?
- O negócio já tem um site em WordPress que deve continuar sendo o centro da presença online?
- Quanto da compra precisa ser diferente do padrão, como campos, regras de preço e etapas?
- Qual custo mensal total cabe na margem, somando assinatura ou hospedagem, gateway e frete?
Se a resposta da primeira é ninguém, a nuvem ganha peso. Se a segunda é sim e a terceira pede desenho próprio, o WooCommerce ganha peso. A quarta serve para conferir a conta antes de assinar qualquer coisa.
Perguntas frequentes
Shopify ou WooCommerce: qual vende mais?
Nenhuma das duas vende por si. As vendas dependem do produto, do preço, do frete, da página de produto e de quanta gente encontra a loja. A plataforma limita ou libera o que você consegue montar.
Dá para migrar do Shopify para o WooCommerce depois?
Dá. Produtos e clientes saem por exportação e entram por importação, e as páginas de produto precisam de redirecionamento para manter os endereços e o histórico no Google. Vale planejar isso com quem cuida do site.
WooCommerce é realmente gratuito?
O plugin é gratuito. O WordPress.org o classifica como plugin comercial porque tem extensões pagas, e a loja ainda precisa de hospedagem, domínio e manutenção.
O Shopify aceita Pix?
Aceita por meio de provedores de pagamento parceiros que oferecem Pix. Confirme com o provedor se o Pix funciona dentro do checkout e qual taxa entra na conta.
A loja em WooCommerce fica lenta?
A velocidade depende de hospedagem, tema, plugins e imagens. Uma loja bem montada e medida antes de publicar responde bem. O guia sobre site lento e como resolver mostra onde olhar.
Preciso de CNPJ nas duas?
Sim. A exigência de empresa formalizada e nota fiscal vem da atividade de comércio eletrônico, e não da plataforma escolhida.
Como escolher sem pressa
A escolha entre Shopify e WooCommerce cabe em um critério: quanto controle você quer e quanto cuidado técnico você consegue manter. A assinatura compra conveniência, e a loja própria compra controle.
Some todos os custos do mês, confira Pix, frete e nota fiscal na plataforma escolhida e faça uma compra de teste no celular antes de divulgar. Se a sua opção for WooCommerce, nós da Virtual Floripa montamos a loja na hospedagem do cliente, com painel para atualizar produtos. Fale conosco para conversar sobre o seu caso antes de escolher.
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