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Backup do site WordPress, como fazer e onde guardar

27 de janeiro de 2026 · 13 min de leitura

Photo WordPress site backup

O backup de um site WordPress precisa ter duas partes, os arquivos e o banco de dados, e pelo menos uma cópia guardada fora do servidor da hospedagem. A frequência depende de quanto o site muda: semanal para um site que quase não muda, diário para blog ativo e loja virtual, e sempre antes de qualquer atualização.

  • O backup completo junta os arquivos (tema, plugins, imagens enviadas) e o banco (textos, páginas, configurações).
  • Baixar só a pasta do site deixa o banco de fora, e sem o banco o conteúdo não volta.
  • Guarde as cópias em lugares diferentes: hospedagem, nuvem e computador.
  • A regra 3-2-1 pede três cópias, em dois tipos de armazenamento, com uma delas fora do local.
  • Um backup só vale quando a restauração já foi testada pelo menos uma vez.
  • O backup da hospedagem ajuda, mas fica no mesmo lugar do site, e por isso pede uma segunda cópia.

Quem tem um site de empresa costuma descobrir a falta de backup no pior momento: depois de uma atualização que deu errado, de um erro na hospedagem ou de uma invasão. Nesse dia, o que existe de cópia decide se o site volta em uma hora ou se precisa ser refeito.

Neste artigo você vê o que copiar, com que frequência, onde guardar, como testar a restauração e o que os plugins mais usados dizem fazer. O backup também é o primeiro item da manutenção mensal de sites em Florianópolis que fazemos para clientes.

O que precisa entrar no backup de um site WordPress

Um site WordPress tem duas partes separadas, e o backup precisa das duas. A documentação oficial do WordPress descreve isso assim: os arquivos do WordPress (núcleo, temas, plugins e uploads) e o banco de dados (posts, páginas, comentários e configurações).

Os arquivos são o que você vê ao acessar a hospedagem por SFTP ou pelo gerenciador de arquivos. Incluem a pasta wp-content, onde ficam o tema, os plugins e todas as imagens enviadas, e o arquivo wp-config.php, que guarda a conexão com o banco.

O banco é onde moram os textos das páginas, os produtos, os usuários e as configurações dos plugins. Ele fica em outro lugar do servidor, e baixar a pasta do site não o leva junto.

Isso explica um caso comum: o site é restaurado só com os arquivos e volta com o visual e as imagens, mas sem nenhum texto novo dos últimos meses. A cópia estava incompleta.

Em que ordem copiar e restaurar

A documentação do WordPress sugere copiar o banco primeiro e os arquivos depois, e na restauração fazer o inverso, com os arquivos primeiro e o banco em seguida. Plugins de backup e painéis de hospedagem já seguem essa ordem sozinhos, e o detalhe importa mais no processo manual.

Com que frequência fazer backup do site

A frequência ideal é a que deixa você perder, no pior caso, um intervalo de trabalho que aceita refazer. A documentação do WordPress cita uma cópia semanal para sites pequenos, diária para sites com muita atividade e uma cópia extra antes de cada atualização.

A tabela abaixo é a nossa recomendação de partida, ajustada pelo que muda em cada tipo de site.

Tipo de site Backup do banco Backup dos arquivos
Institucional que muda pouco Semanal Semanal ou mensal
Blog com publicação frequente Diário Semanal
Loja virtual com pedidos Diário, ou mais de uma vez por dia Diário
Qualquer site antes de atualizar Na hora Na hora

Em texto, para o que importa: o banco é o que muda mais rápido, porque recebe cada pedido, formulário e comentário, e por isso pede cópia mais frequente que os arquivos. Numa loja, perder um dia de pedidos custa mais que perder o visual.

Mantenha as últimas cópias, e não apenas a mais recente. A própria documentação do WordPress recomenda guardar pelo menos de três a cinco backups recentes, porque um problema pode ser descoberto dias depois de acontecer, e a cópia de ontem já vem com o erro.

Como fazer o backup, de três formas

Existem três caminhos para fazer backup de um site WordPress: pelo painel da hospedagem, por um plugin ou à mão. Cada um serve a um perfil de dono de site, e vale combinar dois deles.

Pelo painel da hospedagem

Muitas hospedagens fazem cópia automática e permitem restaurar pelo painel. Pergunte ao suporte quatro coisas: quantos dias de cópia ficam guardados, se o banco está incluso, se a restauração é feita por você ou pelo suporte e se existe custo extra.

A política muda de plano para plano, e a documentação do WordPress recomenda perguntar isso à hospedagem. Como essa cópia fica no mesmo ambiente do site, ela protege contra erro seu e nem sempre contra problema no servidor.

Por plugin

O plugin agenda a cópia, junta arquivos e banco e envia o resultado para um destino externo. É o caminho mais comum para quem quer independência da hospedagem, e a escolha do plugin está mais adiante neste texto.

Manualmente

O processo manual serve para uma cópia avulsa, antes de uma mudança grande. São quatro passos.

  1. Acesse a hospedagem por SFTP ou pelo gerenciador de arquivos e baixe a pasta inteira do site, incluindo o wp-config.php.
  2. Abra o phpMyAdmin pelo painel, escolha o banco do site e use a opção Exportar, no formato SQL.
  3. Guarde os dois em uma pasta com a data no nome, por exemplo backup-2026-09-29.
  4. Envie essa pasta para a nuvem ou copie para um HD, e apague do computador o que não precisar manter.

O manual funciona, mas depende de alguém lembrar de fazer. Para rotina, o automático é o que sobrevive à semana corrida.

Quais plugins de backup existem

Os plugins de backup mais usados no WordPress.org têm funções parecidas, e a diferença está em quais destinos e quais recursos ficam na versão gratuita. Conferimos as páginas oficiais dos dois abaixo, e o que vem em seguida é o que elas descrevem.

Plugin O que a página oficial descreve Versão paga
UpdraftPlus Backup, restauração e migração. Agendamento de 2 em 2 horas até mensal, com envio para Dropbox, Google Drive, Amazon S3, FTP ou e-mail. Mais de 3 milhões de instalações ativas Destinos extras, como OneDrive, Backblaze B2 e SFTP, e migração direta entre sites
Duplicator Backup, migração e clonagem de site. Restauração com um clique e armazenamento no Duplicator Cloud, serviço da própria empresa. Mais de 1 milhão de instalações ativas Backups agendados, envio para Google Drive, Dropbox e OneDrive e vários destinos ao mesmo tempo

Isso não é uma indicação de compra. A escolha depende de onde você quer guardar a cópia e de quem vai restaurar, e um teste real de restauração vale mais que a lista de recursos.

Quatro perguntas ajudam a decidir:

  • O plugin envia a cópia para um destino fora do servidor na versão gratuita?
  • Ele permite agendar, ou depende de você clicar?
  • Ele foi testado com a versão atual do WordPress e recebeu atualização recente?
  • Você consegue restaurar sozinho, em poucos passos, quando o painel do site não abre?

Deixe apenas um plugin de backup ativo. Dois ao mesmo tempo disputam a mesma tarefa e dobram o peso do site durante a cópia.

Onde guardar os backups e o que é a regra 3-2-1

O backup precisa ficar fora do servidor onde o site roda, porque um problema nesse servidor leva o site e a cópia juntos. A regra 3-2-1, descrita pela CISA, a agência de cibersegurança dos Estados Unidos, pede três cópias dos dados, em dois tipos diferentes de armazenamento, com uma delas fora do local.

Aplicada a um site WordPress, a regra fica assim:

  1. O site no ar é a primeira cópia.
  2. A segunda é o backup da hospedagem ou do plugin, no servidor.
  3. A terceira fica em outro tipo de armazenamento e em outro lugar, como o Google Drive ou um HD externo.

A cópia em nuvem cumpre a parte de estar fora do local, e o HD ou o computador cumprem a de outro tipo de armazenamento. O importante é que nenhuma falha isolada leve as três de uma vez.

Onde o backup deve ficar dentro do servidor

A pasta pública do site não é lugar de backup. Um arquivo de backup guardado em uma pasta acessível pelo navegador pode ser baixado por qualquer pessoa que descubra o endereço, e ele carrega o banco inteiro e as chaves de segurança do site.

Se o plugin cria a cópia no servidor antes de enviar, configure para apagar a cópia local depois do envio, ou para guardar em uma pasta protegida. E ative a proteção por senha da conta de nuvem onde as cópias ficam.

Como testar a restauração do backup

Testar a restauração é o único jeito de saber se o backup funciona. A documentação do WordPress recomenda conferir ocasionalmente se o processo está funcionando, e a conferência de verdade é restaurar a cópia em um ambiente separado e abrir o site.

O teste em cinco passos:

  1. Crie um subdomínio de teste na hospedagem ou use uma cópia local.
  2. Restaure ali os arquivos e depois o banco, nessa ordem.
  3. Abra o site de teste e confira a home, uma página interna e o painel.
  4. Veja se as imagens carregam e se o texto mais recente está lá.
  5. Anote quanto tempo o processo levou e o que foi preciso ajustar.

Esse tempo anotado é a resposta para a pergunta que ninguém quer fazer no dia do problema: em quantas horas o site volta. Repita o teste a cada três ou seis meses, e sempre que trocar de hospedagem ou de plugin de backup.

Se o site foi restaurado de uma cópia mais antiga, o que foi publicado depois dela precisa ser refeito. Por isso a frequência do backup e o teste andam juntos.

O critério que usamos para escolher onde o backup mora

Recomendamos que o backup de cada site esteja em pelo menos dois lugares diferentes da hospedagem, e que a restauração seja testada antes de o cliente precisar dela. Esse é o critério que usamos ao montar a manutenção de sites, e ele vale para site novo ou antigo.

Entregamos o site no domínio e na hospedagem do cliente, e por isso recomendamos que as cópias também fiquem em uma conta de nuvem dele. Quando a cópia mora na conta do próprio dono, o site volta sem depender de ninguém.

Usamos o backup antes de cada atualização como parte da rotina, e o passo a passo para atualizar o WordPress com segurança mostra onde ele entra na sequência. A cópia de segurança também é a peça central de quem protege o site contra invasões, porque é ela que devolve o site limpo.

Quais erros de backup aparecem com mais frequência

Os erros de backup têm em comum o fato de só aparecerem no dia da restauração. Conhecê-los antes deixa a correção simples.

  • Backup só dos arquivos: acontece quando a cópia é feita pelo gerenciador de arquivos. A correção é incluir a exportação do banco em todo backup manual, ou usar um plugin que copie os dois.
  • Cópia só no servidor: acontece quando o plugin guarda o arquivo na mesma hospedagem. A correção é configurar o envio para a nuvem.
  • Cópia anterior sobrescrita: acontece quando o agendamento guarda só a última versão. A correção é manter de três a cinco cópias recentes.
  • Restauração nunca testada: acontece por falta de tempo. A correção é o teste em subdomínio descrito acima.
  • Site invadido: a documentação do WordPress recomenda tirar uma cópia do estado atual antes de limpar, guardada à parte, para consulta. A restauração em si deve partir de uma cópia anterior à invasão.

Uma lista completa dos deslizes de rotina está no artigo sobre os 10 erros comuns na manutenção de sites WordPress.

Perguntas frequentes

O backup da hospedagem basta?

Ele já resolve a maior parte dos erros do dia a dia, como uma atualização que quebrou o site. Como fica no mesmo lugar do site, vale ter uma segunda cópia em nuvem para o caso de um problema no próprio servidor.

O backup deixa o site lento?

Durante a cópia, o servidor trabalha mais, e o efeito aparece em sites grandes. Agende o backup para a madrugada ou para um horário de pouco acesso.

Quanto espaço o backup ocupa?

Depende do tamanho da pasta de imagens enviadas e do banco. Um site institucional costuma ocupar bem menos que um blog com anos de fotos, e guardar de três a cinco cópias multiplica esse tamanho.

Posso fazer backup só do banco?

Só do banco, o site volta com o conteúdo, mas sem imagens, tema e plugins, que precisam ser reinstalados. Para um site pequeno, ainda é melhor que nada, e o ideal são os dois.

Como restauro o site se o painel do WordPress não abre?

Use a restauração da hospedagem ou envie os arquivos por SFTP e importe o banco pelo phpMyAdmin. É por isso que o teste da restauração precisa ser feito fora do painel do WordPress.

Com que frequência devo testar a restauração?

A cada três ou seis meses já cobre o site típico, e sempre que mudar de hospedagem ou de plugin. Para loja virtual, o teste pode ser mais frequente.

Backup é o seguro que você espera nunca usar

Um bom backup de WordPress tem arquivos e banco, roda no ritmo em que o site muda, guarda mais de uma cópia em lugares diferentes e já teve a restauração testada. O critério que decide é o quanto você aceita perder e por quanto tempo o site pode ficar fora do ar.

O backup é um dos itens do checklist de manutenção de sites, ao lado das atualizações e da segurança. Se você quer entender como a Virtual Floripa cuida disso, veja a página de contato e converse com a equipe.

Site parado envelhece sem que ninguém perceba. A manutenção mensal da Virtual Floripa cuida de atualização, backup e segurança, inclusive de sites que não foram feitos por nós.

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